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A relação entre avaliação e currículo é o tema desta reunião da ABAVE, que com isso procura dar visibilidade ao entendimento da associação que a avaliação existe para servir a um currículo, não para defini-lo. No entanto, considerando a história recente do Brasil, as avaliações nacionais e estaduais foram desenvolvidas, mesmo antes da fixação de um currículo, há informações preciosas nestas avaliações que podem ser usadas para a fixação, tão necessária, de um currículo que ilumina as ações diárias de cada escola. Os atos de aprender e ensinar constituem a essência de uma escola. Assim o currículo, que se concretiza na explicitação do “que, quando e como se espera que os alunos aprendam”, é o coração da vida da escola. O que deve ser ensinado está estabelecido, de forma bem geral, no artigo 205 constituição federal de 1988, que estabelece os objetivos gerais da educação brasileira como: “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Estas orientações, no entanto, são pouco específicas para orientar a construção de um currículo. Para isso, é preciso que os conhecimentos e capacidades necessários para se atingir aqueles objetivos sejam mais bem explicitados. Este esforço vem sendo feito por muitas secretarias de educação e sistemas privados de ensino. Além disso, as expectativas de aprendizagem ou direitos de aprendizagem têm merecido muitas discussões, no âmbito do MEC, que apresentou uma proposta para sua definição nos três primeiros anos do ensino fundamental, período denominado ciclo de alfabetização. Naturalmente o “como” e o “quando ensina” são opções que cada sistema e cada escola devem fazer, respeitando suas especificidades e condições. Colocado o currículo em ação, é natural se perguntar se as opções nele utilizadas estão produzindo o efeito desejado, ou seja, garantindo a cada aluno o direito de aprender. A avaliação educacional existe para fazer essa verificação. Há duas dimensões neste processo. Primeiro há a avaliação da aprendizagem de cada aluno, processo que busca verificar se os alunos aprenderam o que lhes foi ensinado. Depois a avaliação do ensino, das escolas, dos sistemas, com freqüência denominadas avaliações externas, que buscam verificar a eficácia e das opções curriculares e institucionais tomadas. Neste sentido, surgem inúmeras questões: Qual a contribuição da avaliação externa na ausência de um currículo oficial? Quais os critérios para a construção da avaliação na falta de um currículo oficial? Como interpretar os resultados da avaliação sem um currículo comum? Pode-se usar a avaliação para induzir este currículo? Deve-se expressar o currículo nos mesmos termos usados para as matrizes de referência? É necessário perseguir o alinhamento entre os objetivos do ensino, o currículo da escola e as matrizes do sistema de avaliação? Qual é a relação mínima entre a avaliação e o currículo, quando este existe? Sem dúvidas, a VII Reunião da ABAVE foi um fórum privilegiado para a discussão estas e muitas outras questões. A VII Reunião da ABAVE contou com a inscrição de, aproximadamente, 400 pessoas e congregou a presença de 350 participantes das cinco regiões do país, o que ratifica a sua abrangência e representatividade em âmbito nacional, além de participantes internacionais. A atual diretoria, conselho científico e o conselho fiscal da ABAVE foram eleitos em 2012 e são compostos por professores e pesquisadores que atuam de forma constante nos temas da avaliação educacional. O conselho científico da reunião foi composto pela diretoria, pelos membros do conselho científico da ABAVE e mais 4 membros.

Conselho Científico da Reunião

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